São Paulo - região metropolitana
Automobilismo 11/11/2013

Análise: Felipe Massa tenta tirar sina recente de brasileiros na Williams

Por Andrei Spinassé, editor do Esportividade
Felipe Massa (Divulgação/MF2)

Felipe Massa (Divulgação/MF2)

A contratação de Felipe Massa pela Williams para 2014 reverterá ou manterá um cenário recente de insucessos de pilotos brasileiros na equipe. Para os três que passaram por ela recentemente, Antonio Pizzonia, Rubens Barrichello e Bruno Senna, a equipe inglesa significou sua última na Fórmula 1.

Depois de uma curta passagem pela Jaguar em 2003, Pizzonia, que fazia testes pela Williams desde quando corria pelo time da Petrobras, então fornecedora de combustível da equipe inglesa, na F-3000, tornou-se titular, mas temporariamente, em 2004, como substituto de Ralf Schumacher, porque o alemão se recuperava de um acidente que havia sofrido em Indianápolis. Disputou, então, quatro corridas naquele ano. Em 2005, Nick Heidfeld foi o escolhido pela equipe para fazer dupla com Mark Webber, mas se machucou em Monza e abriu espaço novamente para Pizzonia, que participou das últimas cinco provas da temporada. Suas últimas na Fórmula 1.

Barrichello já era o piloto com mais GPs disputados quando foi correr pela Williams em 2010, um  ano após ver seu companheiro Jenson Button como campeão com a Brawn, que havia se tornado Mercedes. Embora em 2010 tenha marcado mais pontos do que o então estreante Nico Hülkenberg (47 a 22), este conseguiu a maior façanha do ano para a equipe: uma pole position em Interlagos. No ano seguinte, já como Pastor Maldonado como companheiro, a Williams piorou, o brasileiro marcou apenas quatro pontos – contra um do venezuelano – , e assim ele se despediu da categoria.

Pela primeira vez, Bruno Senna tinha a chance de fazer uma temporada completa com uma equipe mais competitiva. Em 2012, com Maldonado como companheiro, o brasileiro podia mostrar serviço e superar o venezuelano, cuja capacidade era questionada até então. O sobrinho de Ayrton teve, então, um bom início de ano, com um sexto lugar na Malásia, segunda prova. No entanto, logo na quinta etapa, na Espanha, Maldonado conquistou o maior feito recente da Williams nos últimos anos: uma vitória. Depois disso, embora Bruno tenha sido mais regular em provas, ele era inferior ao venezuelano em treinos de classificação, o que dificultava sua busca por melhores posições nas corridas, o que lhe renderia mais pontos. Encerrou assim sua participação na F-1.

O histórico de brasileiros na Williams, no entanto, contém um título: Nelson Piquet foi piloto de Frank em 1986 e 1987, conquistou sete vitórias no período e o campeonato de 1987. Ayrton Senna fez três poles pela Williams em 1994, mas não pôde marcar um ponto sequer. Sua trajetória foi interrompida pelo acidente fatal em Imola.

Mas, no ano que vem, com o novo regulamento de motores, que passarão a ser turbocomprimidos, de 1,6 litro e seis cilindros (V6), a vitoriosa Williams tem a possibilidade de ser posicionada mais adiante na ordem de forças da Fórmula 1. Massa e Valtteri Bottas, finlandês, serão seus pilotos nessa empreitada, que terá motores da Mercedes-Benz.

Deixe seu comentário


Enviando esse comentário estou ciente da política de privacidade deste SITE JORNALÍSTICO.